Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis. (Thomas De Quincey)

28
Mar 10

Depois do meu dia de anos sem graça, e festa desastrosa... Chegou o verão!!

 

Há medida que o tempo passava, voltava a ideia de um bebé, pesquisei vi blogues, li livros revistas. Um dia ao jantar falei com o A., disse-lhe: "Sabes há uma ideia que não me sai da cabeça, o que achas de termos um bebé?!". Ele ficou sério, poderia dizer pálido... Disse-me: " Um bebé?! Estás a falar a sério?! Não sei?!"

 

Depois da ideia amadurecer, o clima aqui em casa melhorou bastante. Ele andava melhor no trabalho, acabavamos por estar mais juntos por namorarmos mais. De tal forma, que resolvi procurar médico para saber se estava tudo bem comigo, para saber o que fazer antes de tentar engravidar. Foi a J. que me arranjou uma consulta com a Dra I. Fui a consulta, fiz dois exames (mulher sofre!!!), pedi-lhe conselhos, sai de lá esclarecida. Devia esperar pelo resultado de um dos exames mas, em principio, estava tudo bem comigo. Depois, parar com a pílula, tomar o ácido fólico e... Boa sorte!!!

 

Foi já no início do Outono, enquanto esperava pelo resultado do exame, que um dia o A. me disse: "Sabes no trabalho temos muito menos serviços, estou a pensar falar com o Sr. S. e ir para o desemprego, talvez vá fazer uma formação..."

 

Eu gelei... COMO?! Ele só podia estar a brincar!! Que homem pensa ter um filho, e depois fala em ir para o desemprego, e as despesas quem ia pagar!!!

 

Os meus planos foram por água à baixo... Ao ver a responsabilidade dele não era mais capaz de pensar em filhos.

 

Nesse dia fiz-lhe a primeira ameaça: "Se tiveres a coragem, para pedires para te meterem na rua, eu não vou aguentar mais este casamento!!!"

 

Sinceramente, nem eu sei, se na altura teria a coragem para terminar o casamento. Mas que foi a primeira vez que o casamento teve um forte abalo, sim foi! E acho que este abalo danificou para sempre a estrutura do nosso casamento.

publicado por eu conto às 23:37

25
Mar 10

E o meu dia de anos chegou. Trinta aninhos. Quem não gosta de ser surpreendida no seu dia de anos?! E quando digo surpreendida não digo com grandes prendas, mas saber que alguém pensou em nós antes daquele dia especial, procurou algo, programou tudo, é muito bom!...

 

No meu dia de anos fui trabalhar. Durante o dia, a B. perguntou-me se tinha programado algo especial. Não, não tinha. Disse-lhe: "quando o A. chegar a casa vai jantar à pressa, porque anda numa formação à noite e, depois da formação vai chegar bem tarde a casa". A B. disse que, certamente ele tinha algo pensado, programado, que muito provavelmente nem iria à formação...

 

Eu pensei que se fosse verdade o que a B. me disse, seria muito bom. Mas, sinceramente, não acreditava nisso, e disse-o à minha amiga.

 

O dia de trabalho terminou, regressei a casa, preparei o jantar. O A. chegou a correr como eu esperava, jantámos...

 

Tal como eu esperava, não havia surpresa nenhuma preparada ou programada, não havia prenda alguma para mim...

 

Já no final do jantar a campainha do ap tocou. Pelo intercomunicador não se conseguia ver ninguém, a campainha não paráva, quem seriam os doidos que pelo intercomunicador não se deixavam ver... Abri a porta, lá sou pessoa de recusar surpresas... Pela escadaria ouvi os sorrisos, era a B. e o C.! Que andavam eles a preparar?!

 

Assim que os consegui ver... O sorriso invadiu o rosto! Um trazia o bolo e outro um ramo de flores, os parabéns começaram a ser cantados ainda na escadaria do prédio, grandes malucos!!! Não me vou esquecer amigos.

 

A B. e o C. entraram, fomos para a sala, para partirmos o bolo.

 

Começamos a ouvir a buzina de um carro, eram os colegas do A. que o vinham buscar para a formação. Ele apressou-se a sair, a B. perguntou se nem comia uma talhada de bolo. Ele disse que não, que comeria quando voltasse da formação. E, saiu...

 

Ficamos nós, comemos bolo, bebemos, conversamos. As horas passaram a correr. A B. e o C. voltaram a casa deles.

 

Fiquei então sózinha, arrumei as coisas no ap, tomei um banho e esperei que o homem que amava voltasse a casa, para comermos um pedaço de bolo, fazermos um brinde, namorarmos um pouco...

 

Ele chegou já tarde com um humor de cão... Não quiz comer bolo nem beber nada, disse que no dia seguinte tinha que ir trabalhar bem cedo e foi tomar banho... Fiquei triste... Sentei-me à mesa da cozinha, com o bolo e a garrafa de bebida... Comi, bebi sozinha... Arrumei tudo, dirigi-me ao quarto. Cai na cama, fiz que dormia profundamente, dormia tanto como agora que estou aqui a escrever. Ele deitou-se não houve qualquer contacto entre nós... Quando todas as luzes se apagaram as lágrimas caíram pelo rosto...

 

Pensei para onde teria ido o amor que ele outrora disse que sentia por mim, para onde tinha fugido o romantismo que ele tinha, não era suposto ainda estarmos em clima de "lua-de-mel"?! Caramba, tínhamos casado há menos de um ano!!!

 

Já que ele não tinha sido homem para festejar comigo, no sábado mais próximo, iria fazer festa de anos para a família mais próxima e para os meus amigos. No dia seguinte comuniquei-lhe a minha decisão. Disse-me que por ele estava tudo bem, mas já que eu ia convidar os meus pais, ele iria buscar a mãe dele, seja!!!

 

Chegamos ao sábado, pulei da cama tinha muita coisa para fazer, ele dormia. Eu fui ás compras, comecei a preparar tudo para o jantar de aniversario. Tinha o ap para arrumar, a ementa toda para preparar, nem sabia para onde me virar. Já tinha parte das coisas preparadas, quando ele se levantou. Almoçamos, ele foi tomar banho e, disse-me que a seguir iria buscar a mãe a casa, obrigadinho pela ajuda!!! Passado um bocado a B. ligou-me, perguntou onde ia o A. que passou por eles em P. de Sor, eu disse que ia buscar a mãe. A B. ficou indignada: "e porque não foi mais tarde, para te ajudar puder agora ajudar?!" Pois, bem que precisava de ajuda... A B. disse para não me preocupar, que ela e o C. vinham me ajudar.

 

Tudo preparado, começou a festa! Ou devo dizer o desastre completo... A minha sogra só fez desatinos, raio da mulher!! Ate para o bolo entornou coca-cola... Chamei o A. a parte e disse-lhe: "Não quero a tua mãe hoje a dormir cá em casa, já chega tudo o que ela fez até agora, desenrasca-te!!!"

 

A festa continuou, e como tudo na vida, terminou... Todos foram à sua casa, o A. foi levar a mãe. Já era tarde quando ele saiu, voltou de madrugada. Mais uma vez, não tive o meu marido comigo num final de noite, não o namorei, não o amei... Tudo bem que aniversario passamos muitos ao longo de uma vida, mas o tempo não volta atrás e todos os que desperdiçamos não tem volta...

publicado por eu conto às 23:36

No início de qualquer ano, fazemos planos, estabelecemos metas. Foi o que fiz no início de 2009. Pensei positivo, este ano vai ser bem melhor!

 

Primeiro, tinha o meu amor-próprio lá bem em baixo. Precisava de gostar mais de mim, com tantas chatices ganhei bastante peso, a minha balança disparou nas horas!!Procurei ajuda, e consegui. Já tinha nutricionista, e um plano a seguir. (Até agora tudo a correr muito bem, já lá vão 10kgs!!)

 

Este ano fazia 30 aninhos, número bonito. Pensei se não estaria na hora de arranjar um piolhinho... Não no início do ano, nessa altura o trabalho de contabilista é sempre imenso, e quem me lê e partilha esta profissão sabe como é. Quem sabe lá mais para meio do ano... As coisas cá por casa até andavam mais calmas.

publicado por eu conto às 13:30

24
Mar 10

E depois da festa, da lua-de-mel... Começou, a nossa vida a dois. Eu em Alter e ele em Évora. Ele trabalhava numa fábrica, e a distância não permitia que viesse a casa, durante a semana.

 

No início, não foi nada fácil sentia-me imensamente sozinha, em Alter. Estava habituada a uma casa cheia de gente, a estar perto dos amigos, ao cafezinho de sexta e sábado, à noite. Aqui tudo mudou, durante a semana fazia a rotina trabalho/casa, ao fim-de-semana, ele regressa a casa, mas acabávamos por não sair daqui porque ele vinha cheio de saudades de estar em casa.

 

As semanas tornaram-se imensas, as saudades da minha antiga rotina enormes!!! Resolvi, durante a semana, uma vez que estava sozinha, ir até à minha terrinha passar umas noites por lá. Quando ele soube não achou grande piada, não percebeu porque eu não me sentia bem ficando em Alter, na nossa casa. É difícil explicar, eu não estava habituada a uma casa vazia... Comecei por pensar, que com o tempo eu me habituava. O tempo tudo cura, tudo esquece... Depois, o tempo acabou por me mostrar que, mesmo com ele cá em casa, continuava a sentir-me sozinha...

 

Acabei por me afastar da minha família, dos meus amigos... Durante este tempo muita lágrima chorei... Por vezes, é bom chorar as lágrimas acabam por nos lavar a alma, ficamos mais aliviados...

 

Em Setembro, foi contactada pelos meus pais, o meu irmão ia fazer o segundo estagio curricular, em Alter, e precisava de alojamento. Não há problema em ficar cá em casa, aliás, seria óptimo ter companhia durante a semana.

 

No mês de Outubro, surgiu a oportunidade de ele mudar de emprego, vir para perto de casa. Desfiz-me em contactos, pensei que era a oportunidade de o casamento melhorar bastante. Ele viria para casa, todos os dias, o ordenado é ligeiramente melhor e com hipóteses de subir.

 

Emprego conseguido. Começou a trabalhar na minha terrinha, ainda no mês de Outubro. E, quando pensei que tudo ia melhorar, piorou dramaticamente. Os primeiros meses no novo trabalho foram bastante maus, para nós, enquanto casal. Ele detestava o trabalho, uns dias porque se chateava com os colegas, outros porque eram as chefias, outros porque trabalhava muitas horas. Se eu, já não andava bem, agora para além de me sentir sozinha, sentia-me infeliz, muito infeliz. Ele, simplesmente, chegava mal do trabalho e, descarregava tudo em cima de mim. Pensei: "porque fiz eu, com que ele sai-se da fábrica..."

 

Um dia, numa visita a casa da sógrinha, acabei por lhe contar o que se passava. Ela, reagiu dizendo-me: "ele já na fabrica era assim, só eu sei o que ele dizia, cada vez que vinha a casa!" Como é que, durante o tempo que namoramos, ele não o demonstrou?! Sempre que falava no trabalho, na fábrica estava animado com o que fazia!!! E, afinal... Comecei a sentir-me confusa...

 

O clima, em casa, era mau, muito mau. Nada estava bem para ele, era a comida, era a roupa, era o dinheiro... "Caramba, que mais posso fazer!!" - pensei eu tanta vez. Nunca, ninguém me tinha tratado assim. Sempre fui menina bonita da família. Todos gostavam da comida que fazia, nunca tive problemas em resolver tarefas domesticas, aliás comecei-as a fazer bem cedo. Todos me elogiavam, pela pessoa responsável que sempre fui. Comecei a trabalhar cedo, sempre detestei estar dependente de alguém, inclusive dos meus pais. Ainda, antes de terminar o curso comecei a trabalhar em partime. Agora, ganhava bem mais que ele, e ter que ouvi-lo a criticar-me desta maneira!!!

 

Reagi com mão de ferro, a contabilista passou a dirigir a casa, as despesas eram passadas a pente-fino, havia lista de compras, dias fixos para limpeza, horário económico da EDP a seguir, etc., etc., etc....

 

Durante este período, o meu irmão vivia na nossa casa, acabou por levar por tabela. Era o meu irmão que me acalmava, que me ajudava, dizendo que eu fazia tudo bem. Desde essa altura, o meu irmão começou a não o suportar, porque via a maneira como ele me tratava. Mas, a meu pedido nunca contou a ninguém, o que se passava aqui em casa, meu menino lindo...

 

No final do mês de Novembro, o meu irmão terminou o estágio, saiu aqui de casa. Mas, o clima manteve-se. Com o tempo, comecei a habituar-me a esta rotina, já sabia como reagir ás criticas, ás descargas dos dias de trabalho maus...

 

Chegou a época de Natal e passagem de ano, as coisas melhoraram. Natal, é sinonimo de paz e alegria, adoro esta época do ano. Decorou-se o ap, estava linda a minha casa! E durante algum tempo, o clima, cá por casa foi relativamente bom...

publicado por eu conto às 13:45

23
Mar 10

Todos nós temos os nossos sonhos, e eu tenho muitos, sou uma sonhadora! E, sinceramente não vejo problema em assim ser, como diz o poeta "é o sonho que comanda a vida, e a faz pular e avançar como bola colorida entre as mãos de uma criança...".

 

Sonhos ... ir a Paris na época do Natal, andar por uma praia de areia branca e água cristalina, ir a Disneylândia e viver o sonho como uma criança... e quando um dia me casar ir de lua de mel à Madeira. Pois, mas falar é fácil, eu também não tinha pensado comprar casa...

 

Quando a B. me perguntou se já tinha programado a lua de mel, disse lhe: "amiga agora não a possibilidades financeiras para isso". Mas um casal de recém-casados não tem qualquer problema, em passar os dias pós casamento na sua própria casa...

 

A B. não se conformou em eu não realizar o meu sonho, reuniu os amigos que iam ao casamento e juntos fizeram com que o sonho se realizasse. Obrigado amiga sei que o trabalho foi todo teu...

 

Na segunda-feira a seguir ao casamento Madeira...

 

Eu tinha os meus planos, coisas que queria fazer com ele, sítios a visitar... O sonho era meu mas foi ele que se impôs já na ilha. Pela primeira vez, ele disse onde devíamos de ir, quando e como... Sim não me senti bem com isso, sempre fui uma mulher independente que até então fazia e disponha da minha vida a meu belo prazer! Pensei ser isso não estava habituada a ter de partilhar decisões com alguém.

 

Pois é amiga, não andei nos cestos  e acredita era maluca o suficiente para isso! Mas não abri mão do teleférico  foi muito fixe ver a ilha lá de cima e o mar azul lá ao fundo...  A ilha é linda, tem muitos jardins, muitas flores, tudo muito arranjadinho, o centro histórico todo restaurado, muitas lojinhas de comércio tradicional, os bordados tradicionais da ilha por todo o lado, o vinho do porto da madeira muito bom, e a poncha ui ui é 5% de mel e 95% álcool!!! AI, ai saudades... linda, linda aquela ilha!!

 

Visto assim, diria que tudo correu bem. Pois, mas agora analisando a frio, faltou algo, não havia aquela cumplicidade de casal recém-casado. Eu sei há casais que tem casamentos que duram anos e anos, que tem filhos, etc, etc, e em que, aquela cumplicidade não existe... Talvez nessa altura pensasse que isso era normal, que tal poderia não ser um problema...

 

Eu amava-o muito...

publicado por eu conto às 21:56

16
Mar 10

Sempre que se pensa em casamento, pensamos no pedido de casamento... Aquele jantar romântico, de preferência há luz de velas, em que somos "surpreendidas" com o pedido e com aquele anel lindo!!!

 

Pois não, não tive direito a isso, mas romântica como sou adorava... Mas o pedido aconteceu. Iniciaram-se os preparativos afinal era aquele dia especial.

 

Primeiro, escolher o local, o restaurante, tudo tem de ser marcado com bastante tempo. Mas tempo era coisa que não tinhas, por isso, eu mesma marquei restaurante e procurei o sítio.

 

Segundo, fazer a lista de convidados e preparar os convites. A lista lá cada um fez a sua, os convites ficaram ao meu cuidado, esmerei-me, ficaram lindos!!

 

Terceiro, marcar o cartório. Igreja era para esquecer, a família dele era grande parte de outras religiões... Como não ia ter igreja quis um casamento à americana, ao ar livre e com fogo de artifício nocturno. Tudo programado e preparado. Casamento marcado numa quinta.

 

Quarto, encontrar casa para morar. Primeiro, não pensei logo em comprar casa até porque se eu tinha algum dinheiro, a minha cara metade não o tinha e fazer face a todas as despesas sozinha... Visitei algumas casas disponíveis para alugar, e quando digo visitei foi mesmo eu sozinha, mas os valores das rendas que me pediam eram exorbitantes.

 

Mudança de planos, procurar casa para comprar. Visitei alguns apartamentos, num condomínio, mas não fechei negócio com a construtora, então não é que tiveram o descaramento de me propor algo ilícito, isso lá se propõe a uma contabilista!!! Assim, acabei por comprar apartamento no referido condomínio, mas a uma imobiliária.

 

Durante este período procurei banco, sim eu novamente sozinha, negociei, contrapus, disse não, voltei a negociar e fechei contrato com o banco que queria, com um spred espectacular, com direito a comissão e tudo, boa!!! Liguei radiante à minha cara metade, pois metade ou nada foi o que ele percebeu da minha conversa de juros e spreads... Liguei aos meus pais, ficaram contentíssimos com as condições que a filhota conseguiu, mas a filhota tava triste, cansada, para além de tudo e de ter feito face a muitas despesas ainda faltava pagar as custas do cartório da compra da casa, e agora(?!) ... Sabia que ele não me ia ajudar, nada tinha para me oferecer... Foram os meus papás lindos que mais uma vez tiveram ao meu lado, obrigado, obrigado!!!! 

 

Casa comprada, altura de pintar limpar arrumar... Só posso dizer que quando terminei, nunca me tinha sentido tão cansada. Durante, todo este tempo nunca parei de trabalhar, vinha de madrugada para Alter, carro carregado de caixas com loiças e atoalhados. Chegava, carregava tudo para o ap, e seguia para o escritório, depois do dia de trabalho no escritório voltava para o ap, era hora de desempacotar, limpar e arrumar. Fui eu que escolhi mobílias, comprei cortinados, combinei tudo... Fui eu que fiz com a magia do lar surgi-se...

 

Durante, esta lufa lufa fui abordada pela minha mãe, que em tom sério me disse: "Desiste do casamento, ainda estás a tempo, ele não é homem para ti... Ele não te ajuda, vem aqui ao ap, não faz nada e tu estás estenoada com tanto trabalhar que raio de homem é ele?!..." (Quantas vezes, depois durante o casamento me lembrei destas tuas palavras mãe...)

 

Não, não desisti apostei tudo no amor que sentia por ele, fui em frente.

 

O dia chegou a correr... 23 Agosto de 2008.

 

Dia de sol radiante, estavam lá os amigos de sempre, os colegas, a família... Tudo correu como esperado, muita emoção, muita alegria, muito divertimento... Há sempre as excepções, a figurinha triste do padrinho dele e o facto da minha "rica" sogra ter adormecido em pleno almoço de casamento...

publicado por eu conto às 15:23

Pois ... o primeiro carinho, o primeiro passeio de mão dada, o primeiro abraço, o primeiro beijo ... nunca se esquecem! Ou não fosse eu, uma carangueija com memória de elefante. Eheheh

 

Dia 24 de Fevereiro de 2007, começou aí o nosso namoro, não foi um namoro longo, pois não, mas achava que tudo o que me demonstravas ser, era verdade.

 

Eu sabia que tinhas as tuas filosofias, que vinhas de uma família de testemunhas de jeová, que achavas que sabias tudo, ok esses eram os defeitos, se assim se podem chamar. Mas havia a outra face da moeda, eras uma pessoa meiga, esforçada para ter um futuro melhor, trabalhavas estudavas ...

 

O namoro durou praticamente um ano e meio.

 

A verdade é que também já andava cansada das deslocações, cada vez que ia ter contigo era uma hora a conduzir muitas vezes depois de um dia de trabalho no escritório, e ainda tinha mais uma hora a conduzir de regresso a casa. E nos dias que trabalhavas e não dava para estarmos juntos, acabava por não descansar porque tinha que despachar o trabalho que tinha também por conta própria.

 

O casamento foi o passo seguinte...

publicado por eu conto às 15:22

Corria o ano de 2006, um daqueles anos em que nada nos corre mal... Ano de muito trabalho, trabalhava por contra de outrém e por conta própria, pois o dinheiro faz falta e quem corre por gosto não se cansa, ou cansa mas não custa tanto.

Animação não faltava, uma mão cheia de amigos, sempre prontos para a festa. Os serões no bar do Silvio, ui ui belos tempos...

 

Foi já no final do verão desse ano que me foi lançado um desafio, organizar um jantar com o pessoal da turma do secundário. Desafio aceite, lá sou pessoa para recusar desafios. Era suposto sermos três a organizar,pois sobrei eu e B.! Pelo facto, de organizar o jantar reencontrei muitos colegas, alguns que não via à seculos. Entre eles tava o A., sinceramente não me lembro dele durante o secundário foi a B. que se lembrou dele, coube-me a mim fazer-lhe o convite para o jantar de turma. Tarefa desempenhada sem problemas, convite enviado para o hi5, a resposta não demorou... "Obrigado pelo convite, mas não posso ir, estou a trabalhar nesse dia. Gostei de te reencontrar". Pois temos pena mas jantares com muita gente não se pode agradar a todos. Em modos de resposta e de brincadeira respondi: "Temos pena. Deixa pagas um cafézinho qualquer dia destes."

 

E pagou, não um ... nem dois ... nem três mas muitos. Durante vários meses, muitos foram os encontros. A amizade solidificou e virou algo mais...

publicado por eu conto às 15:21

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